É fácil entender por que as pessoas optam pela carreira acadêmica em filosofia. Por ser uma área muito provocante, no sentido de fazer professor e aluno questionarem as mudanças da sociedade, a maioria dos graduandos decide seguir por esse caminho. Mas o que será que ele reserva?

O grande sonho de quem está para começar a jornada universitária é alinhar a satisfação pessoal com a profissional. No entanto, é preciso ter consciência do que será necessário fazer para encontrar esse equilíbrio no futuro.

Para lhe ajudar a visualizar sua carreira na filosofia, respondemos às 4 principais dúvidas que cercam essa profissão. Confira!

1. Quais são os pré-requisitos?

A carreira acadêmica em filosofia lhe oferecerá duas opções: a de ser professor ou pesquisador.

Se você quiser lecionar na educação básica é fundamental ser graduado na área. Para as instituições de ensino superior, além da graduação, você deverá apresentar um diploma de mestrado para as privadas e um de doutorado para as públicas.

Quanto ao pesquisador, a recomendação é que o candidato tenha a pós-graduação completa.

É importante destacar que o estágio é obrigatório somente para quem quer atuar na licenciatura. No entanto, esse conhecimento prévio da função pode servir como base para sua atuação em pesquisas nas universidades.

Durante esse período de estágio, que você poderá iniciar no penúltimo ano da faculdade, seu trabalho será acompanhar as atividades do professor titular e auxiliá-lo no planejamento de aulas, aplicação de provas e produção de exercícios.

2. Quanto vou ganhar?

O salário poderá variar, dependendo da sua experiência e do local de trabalho. Nas unidades de ensino públicas, por exemplo, a média salarial para quem está começando vai de R$ 1 mil a R$ 2 mil, conforme a carga horária.

Já no setor privado, os ganhos iniciais alcançam os R$ 4 mil para as salas do Ensino Médio, enquanto na carreira universitária o filósofo pode receber R$ 5 mil ou R$8 mil.

O aumento salarial na rede pública estará vinculado à legislação do Estado no qual o professor atuar. Entretanto, nenhum educador público poderá receber menos de R$ 2.298,80 de acordo com o reajuste feito em janeiro de 2017 pelo Ministério da Educação.

Nas instituições privadas, por outro lado, a renda do professor pode atingir os R$ 8 mil quando o profissional está no auge da carreira, ou seja, depois de 15 anos de atuação.

3. O que fazer para me destacar?

A principal atitude que vai garantir um futuro promissor na carreira acadêmica em filosofia é a atualização constante. Dessa forma, você será capaz de construir aulas cada vez mais atuais e interessantes.

Outra dica valiosa é investir na sua capacidade de argumentação, raciocínio e comunicação oral. Como a filosofia não é um dos temas mais queridos pelos alunos, caberá a você fazer da aprendizagem um momento agradável para todos.

4. Qual será minha colaboração para a sociedade?

A sua maior contribuição como professor de filosofia será promover o senso crítico nos seus alunos, principalmente com a análise dos grandes pensadores do passado e do presente.

Assim, seus alunos conseguirão compreender melhor o mundo em que vivem e poderão questionar os paradigmas presentes na sociedade, sendo mais atuantes e conscientes.

Ser um propagador do conhecimento é uma das profissões mais nobres que existem. Por isso, se você decidir pela carreira acadêmica em filosofia saiba que, quando olhar para trás, é muito provável que você tenha um imenso orgulho do caminho que percorreu.

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